Mostrando postagens com marcador lançamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lançamentos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Papisa Joana - Resenha





Não vou ficar, como diversos jornalistas fizeram, dando como notícia o fato de ter existido uma mulher Papa. O fato de ter havido, segundo alguns parcos registros sobreviventes, uma mulher que teria ocupado o trono de São Pedro, é material de livros há anos, inclusive com versões em português. Vide A Papisa, de Peter Stanford, publicado pela Gryphus em 2000.

Porém, como diz a escritora Ruth Guimarães, todas as histórias já foram contadas, o importante é como recontá-las, e isso a escritora Donna Woolfolk Cross sabe fazer muito bem.

O livro Papisa Joana, publicado pela Geração Editorial, com tradução do escritor Paulo Schmidt, é uma excelente ficção histórica, que nada fica a dever às histórias do escritor britânico Bernard Cornwell, incluindo-se nessa comparação algumas cenas de batalha. Outra característica comum entre ambos está no profundo estudo feito para tornar o mais fiel possível a ambientação de suas narrativas, como a sociedade, hábitos e costumes da época em que a história se passa.

Se as mulheres hoje se queixam de ganharem menos do que os homens e ainda terem que cuidar da casa quando chegam do trabalho, acreditem, isso não é nada comparado com a situação delas na Alta Idade Média, quando eram consideradas pouco mais do que crianças sem direitos, apenas com deveres de servir ao seu homem e senhor, praticamente escravas.

No mais, a mulher não precisava ler nem escrever, mil anos antes de uma frase que ficou famosa no Brasil durante a virada do século passado: "Uma mulher só precisa saber ler e escrever o suficiente para fazer suas orações e anotar receitas de compotas". Machismos à parte, que belo golpe deve ter sido para a Santa Madre Igreja ter descoberto que uma mulher estava fazendo o trabalho de um homem! O que, aliás, não era coisa tão inimaginável naquela época. As mulheres que se recusavam a ser tratadas como meros objetos e queriam mais, pois sentiam necessidade de estudar, de aprender, invariavelmente lançavam mão do recurso de se travestir de homens para conseguir seus objetivos. Algumas acabavam sendo descobertas, como no caso de Joana, que, grávida, teria parido no meio de uma procissão, em plena Via Sacra, em Roma (hoje Via de S. Giovanni). Outro caso é o de Eugênia de Alexandria: disfarçada de homem, chegou à posição de Abade em um monastério, identidade que abandonou ao mostrar o seu sexo como último recurso para refutar a acusação de ter deflorado uma virgem. Outras, porém, tiveram mais sorte, e acabaram seus dias como homens, sem que ninguém se apercebesse da fraude. Se Joana tivesse tido a mesma sorte destas, provavelmente nunca conheceríamos sua história.

O livro Papisa Joana foi transformado em filme, pela produtora Constantin Films, a mesma de O Nome da Rosa. O filme, com externas na Alemanha, na Bulgária e em Marrocos, estreia em outubro na Europa e chega em dezembro ao Brasil.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Tumor, a primeira Graphic Novell para o Kindle, da Amazon

A Amazon parece estar disposta a mover motanhas para fazer o seu o Kindle (leitor de e-book) deslanchar. A novidade agora é o anuncio do acordo feito entre a Amazon e a editora de HQ Archaia, para publicar a Graphic Novel Tumor, inédita, escrita por Joshua Fialkiv e ilustrada pelo artista Noel Tuazon. O formato será digital e compatível com o aparelho.

Tumor será lançado em série no Kindle antes de ter versão impressa, que deve sair de três a seis meses após o lançamento digital. A Graphic Novell será lançada em oito capítulos de 22 páginas e o primeiro estará disponível gratuitamente para quem tem o Kindle, os capítulos seguintes custarão US$ 0,99 e a edição digital completa custará US$ 7,92. A edição impressa custará US$ 14,95 e incluirá “uma tonelada de material extra que o leitor não encontrará na versão Kindle”, disse Stephen Christy, diretora de desenvolvimento da Archaia para a Publisher Weekly. A HQ também já conta com um blog, o Thumorcomic.com.

O acordo prevê ainda a públicação digital de mais três títulos, que somente serão revelados durante o San Diego Comic-Con International.

Com esse acordo, a Amazon dá um grande passo para o futuro, em breve somente os donos de seu aparelho Kindle é que terão a chance de ser os primeiros a ler algumas HQ´s exclusivas, como Tumor, e dizem, que em breve, ela deve fechar acordos semelhantes com editoras de livro. Será que o mercado, ao menos norte-americano, vai mesmo encaminhar-se para a era digital totalmente e em tão pouco tempo? Quem ditará isso serão os "consumidores" de Kindle´s? Por aqui, a moda não será muito fácil de emplacar, cada Kindle deve custar, no Brasil, cerca de mil reais.

A mulher Papa: um segredo que o Vaticano esconde há séculos

A Geração Editorial acaba de lançar o polêmico livro de Dona Woolfolk Cross: “Papisa Joana”. Uma mulher papa? Como assim?!?!? Pois é confuso leitor, dizem que teve, mas provar mesmo, até hoje, ninguém conseguiu. Até hoje a Igreja Católica nega a existência, mas evidências existem, e são muitas.

Donna, aproveitando-se da história, envolta em lendas, escreveu um grande romance histórico, cuja pesquisa, levou sete anos, reunindo todos os fatos conhecidos da vida de Joana, extraídos de documentos raros em diversas línguas. Além disso, num esforço de reconstituição de época, a autora retrata no livro o século IX, o estilo de vida das pessoas, o preconceito contra as mulheres e a forma de funcionamento do clero.

Joana teria nascido em 814, na aldeia de Ingelheim, no mesmo dia da morte do lendário Carlos Magno. O período era conhecido como Idade das Trevas, uma época brutal, de ignorância, miséria e superstição sem precedentes. Não existiam ainda os países europeus modernos, nem seus idiomas, apenas dialetos locais, sendo a língua culta o latim.

Com a morte do imperador Carlos, o Sacro Império Romano degenerou num caos de economia falida, pestes, guerras civis e invasões por parte de viquingues e sarracenos. A vida nesses tempos conturbados era particularmente difícil para as mulheres, que não tinham quaisquer direitos legais ou de propriedade.

A lei permitia que seus maridos batessem nelas, o estupro era encarado como uma forma menor de roubo. A educação das mulheres era desencorajada, pois uma mulher letrada era considerada não apenas uma aberração, mas também um perigo. Não havia para as mulheres outra alternativa a não ser se conformar com as limitações impostas ao seu sexo.

Foi nesse “meio” que Joana cresceu, aprendendo que apenas os homens poderiam conquistar um espaço na sociedade. Decidida, ela corajosamente se disfarça de rapaz quando adolescente, e ingressa num mosteiro beneditino, sob o nome de “irmão” João Ânglico. Graças à sua inteligência e determinação, ela rapidamente se destaca como erudita e médica, até que, sob a ameaça de ter seu disfarce revelado, parte para Roma, onde se torna médico do próprio papa.

Antes, porém, de cumprir seu destino e ocupar ela mesma o mais glorioso trono do Ocidente, Joana precisa superar obstáculos tremendos, como o seu amor pelo conde franco Gerold e as armadilhas do maquiavélico cardeal Anastácio, seu arquirrival.

O livro “Papisa Joana” foi transformado em filme pelo cineasta alemão Sönke Wortmann. A estréia européia está marcada para outubro deste ano, no Brasil deve chegar em dezembro.

Papisa Joana
Autor: Donna Woolfolk Cross - romance histórico
Editora: Geração Editorial
Formato 15,5x22,5 cms, 496 págs.
R$ 49,00

terça-feira, 2 de junho de 2009

Geração Beat

Você que tem acompanhado alguns das notícias de lançamento que estamos dando por aqui ou pelo e-Zone, já deve ter percebido algumas expressões e nomes de autores com que não devem estar familiarizados.

Pois preparem-se. Estou ainda na dúvida, no estilo quem veio primeiro, se foi o ovo ou a galinha; não sei se o mercado editorial brasileiro esquentou depois que o diretor Walter Sales disse que estava se preparando para filmar On The Road, clássico beatnik de Jack Kerouac, ou se foi o contrário. Mas, para se prepararem para o bombardeiro maciço que vem por aqui, uma boa pedida é o livro Geração Beat, que a L&PM lança dia 3 de junho na Livraria Martins Fontes Paulista.

A obra, editada dentro da coleção Encyclopaedia, escrita pelo escritor, poeta e ensaísta Cláudio Willer, mostra didaticamente a origem da chamada Geração Beat. Claro que as orgias, drogas, bebedeiras e brigas que nortearam a geração de artistas do final dos anos 40 ao começo dos anos 60 devem aparecer muito pouco na história.

Título: Geração Beat - Coleção L&PM Pocket Encyclopaedia
Autor: Walter Willer
Editora: L&PM
Páginas: 128
R$ 12,00

A História Secreta dos Reis e Rainhas da Europa chega às livrarias

A Editora Europa acaba de lançar no Brasil A História Secreta dos Reis e Rainhas da Europa, livro de Brenda Ralph Lewis que conta a história dos mais polêmicos monarcas e nobres europeus. Na obra, há textos curiosos que retratam como os grandes nobres do Velho Continente lidaram de forma estranha e inconsequente com o poder, como foi o caso de Vlad Dracul, príncipe sanguinário que inspirou o protagonista do romance Drácula, de Bram Stoker e da condessa húngara Elizabeth Barthory, que assassinou todas as virgens de sua cidade.

O livro traz o relato da sucessão de soberanos enlouquecidos que trouxeram muita dor e angústia ao povo espanhol por mais de um século. A obra também conta em detalhes o episódio do suicídio do Príncipe Rodolfo, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro e apresenta fatos que datam desde a Idade Média até o século 20. A obra é uma verdadeira reflexão a respeito de como o poder pode subir à cabeça dos homens e mulheres.

O livro pode ser adquirido em diversas livrarias ou diretamente pelo site da editora www.livrariaeuropa.com.br

A História Secreta dos Reis e Rainhas da Europa
Preço: R$ 99,90
Número de páginas: 256
Site: www.livrariaeuropa.com.br
Telefone para venda: (0xx11) 3038-5050
Informações: Juliano Coelho (juliano.coelho@europanet.com.br – 11-3038-5072)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Empresa japonesa lança conto de terror em papel higiênico

Com toda a polêmica gerada no começo deste mês devido ao lançamento do novo leitor de e-books da Amazon, o Kindle DX, e a consequente retomada da discussão entre livros de papel x e-books, o escritor japonês Koji Suzuki inova lançando no dia 6 de junho um conto de terror impresso em rolos de papel higiênico!

Não, você não leu errado! A empresa de papel higiênico japonesa Hayashi Paper Corp. irá produzir rolos com o conto de terror escrito especialmente para eles. Segundo Hiroshi Nakajima, chefe de vendas da empresa, em entrevista à BBC Brasil: "É como um produto normal. A diferença é que a pessoa pode ler uma história antes de usar o papel".

A Hayashi Paper é conhecida no Japão pelas ideias inovadoras em relação a esse importante utensílio sanitário. Ainda segundo Nakajima, a empresa já estampou nos papéis higiênicos desenhos e informações importantes de como se prevenir em caso de terremotos e outros acidentes naturais, mas até hoje não tinham publicado qualquer história.

Drop, o conto escrito por Koji Suzuki, famoso pelas suas obras de terror, se passa em um banheiro público e trata de uma supertição japonesa que fala de espíritos e fantasmas que habitam os banheiros. Os rolos terão o mesmo conto impresso várias vezes, ele pode ser lido em apenas 90 cm do papel e custará US$ 2 a unidade.

Quando se publica um livro, ao menos no Brasil, o escritor sabe que o destino certo de sua obra é parar em um Sebo, agora imaginem o Koji Suzuki escrendo o conto e imaginando onde ele iria terminar!

Visões de Cody, de Jack Kerouac é publicado pela L&PM

Parece que a geração Beat está mesmo sendo revisitada pelas editoras brasileiras. Após o lançamento de "E Os Hipopótamos Foram Cozidos Em Seus Tanques", pela Companhia das Letras, a lança "Visões de Cody", de Jack Kerouac, pela primeira vez em português.

O livro, considerado pelo próprio autor de "On The Road", como sua obra-prima, foi escrito entre 1951 e 1952, mas só foi lançado em 1973, após a morte do autor. A obra, considerada uma das mais experimentais de Kerouac, é um estudo sobre Cody Pomeray, que na realidade é seu amigo e herói beatnik Neal Cassady. Por uma imposição da editora americana, o autor não podia repetir os nomes de seus personagens, por isso os protagonistas de "On the Road" que aparecem nessa obra foram todos rebatizados.

Título: Visões de Cody
Autor: Jack Kerouac
Tradução: Guilherme da Silva Braga
Editora: L&PM
Páginas: 448
Preço: R$ 79,00

terça-feira, 14 de abril de 2009

Dragões

Se o desenho “Caverna do Dragão” lhe traz recordações da infância, não conte para ninguém, mas você deve estar beirando ou já passou dos trinta. Por outro lado, se nunca ouviu falar nesse desenho animado, mas alguma vez na vida jogou D&D, deve ter se deparado com algum dragão. Se metálicos, se deu bem, se cromáticos, pode ter tomado uma surra e tanto. Esses dragões que surgem nos jogos de interpretação (RPG) foram baseados em lendas e contos nórdicos, nos quais Tolkien inspirou-se para criar sua Terra Média. Se em “O Senhor dos Anéis” os dragões não aparecem, o mesmo não ocorre no livro “O Hobbit”, que conta a saga de Bilbo e sua aventura com Smaug, um grande e poderoso dragão que guarda um tesouro.

Recém-lançado no Brasil, o livro “Dragões”, de Andreas Gössling, mostra que nem todos os dragões são terríveis, mas quando o são... geralmente têm mais de cem cabeças e algumas renascem após serem decepadas!

Mais de que um relato sobre histórias de dragão, o livro é uma viagem por diversas mitologias. Da Escandinávia até a China, passando pelo Monte Olimpo e pelas pirâmides maias, a variação dos cenários é rica a ponto de parecer influenciar a personalidade do “biografado”. Se no Ocidente a figura do dragão é assustadora, o mesmo não acontece em alguns pontos no Oriente, como na China, onde são considerados deuses que controlam as chuvas, tornando o resultado das colheitas sempre um enigma. No Japão eles influenciam a pesca e as marés. Interessante verificarmos a ligação entre os dragões e a principal fonte de alimentação: na China as colheitas, no Japão a pesca.

Em contraposição aos dragões orientais, temos os nossos próprios mitos na América. O autor relata dois, uma história dos maias e outra dos índios norte-americanos, em que os dragões são retratados com personalidade sombria e trazem morte e destruição.

Dos mitos clássicos temos Hércules, a Lenda de Beowulf, o Crepúsculo dos Deuses, com Odin, Loki, Thor, demais deuses e um dragão na batalha final pelo Valhalla. Porém as mais interessantes histórias ficam mesmo por conta das lendas americanas, chinesa, africana, japonesa e indiana, talvez por se encontrarem bem distantes do estereótipo europeu a que estamos acostumados. Quem procura pelo mito de São Jorge e o Dragão, ou outras histórias onde o personagem principal passa a ser demonizado pela religião católica, pode ir tirando o seu dragão, ops, o seu cavalo da chuva. Todas as lendas coletadas são pré-cristãs.

Os contos são gostosos de ler, tanto por conta da boa tradução quanto pela forma dada a eles pelo autor, que se preocupou em recontá-los em uma linguagem atual. O livro é ilustrado, mas os desenhos são apenas passáveis, bom mesmo é o texto.

Dragões
Tradutor: Eurides Avance de Souza
Autor: Andréas Gossling Ilustrador: Ralf Nievelstein

Editora: Wmf Martins Fontes
ISBN: 8578270568
ISBN-13: 9788578270568
Edição: 1ª Edição - 2009
Numero de páginas: 196
Formato: Brochura
Tamanho: 13,80 cm x 20,80 cm

Texto produzido para o site E-Zone Online

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Indiana Jones existiu e morreu no Brasil?!?

Pois é, uma celeuma levantada pelo brasileiro Hermes Leal, autor de O enigma do coronel Fawcett, contra o norte-americano David Grann, autor de The Lost City of Z - A Tale of Deadly Obsession in the Amazon (A cidade perdida de Z - Uma história de obsessão mortal na Amazônia), traz de volta aos jornais a controversa vida do aventureiro britânico Percy Fawcett, o mais cotado como inspiração do personagem Indiana Jones - ao menos George Lucas nunca negou a semelhança entre ambos.

O autor brasileiro acusa o americano de ter baseado seu livro em grande parte no texto no livro que lançou após anos de pesquisa. O americano nega, mais isso fica para os advogados de ambos. O que me interessa mesmo é falar um pouco sobre esse extraordinário caçador de
tesouros.

Percy Harrison Fawcett (1867 - 1925?), nascido em Devon, Inglaterra, entrou para o exército em 1886, sendo escalado para trabalhar no Ceilão, atual Sri Lanka, e posteriormente na África Meridional, onde aprendeu sobrevivência na selva. Ainda no exército, foi recrutado como agente secreto britânico, pertencente ao famoso MI6.

A primeira visita de Fawcett à América do Sul ocorreui em 1906, quando, a convite da Bolívia, viajou pela fronteira com Brasil, Peru e Paraguai para mapear a divisa entre as nações. Entre 1906 e 1924, Fawcett realizou sete expedições no continente, sempre atrás de uma cidade ou civilização perdida, que para alguns seria nada mais nada menos que Atlântida. O que levou o coronel a se aventurar pela Amazônia, ir lutar na primeira guerra mundial, e depois voltar para sumir na selva, foram dois fatores, entre outras coisas: o primeiro, uma estranha estatueta que ganhou de seu amigo, o escritor H. Rider Haggard, autor de As minas do Rei Salomão; a segunda, os escritos de Sir Richard Burton (Viagem aos Planaltos do Brasil), onde o autor cita um documento, chamado de Manuscrito 512, deixado por um bandeirante que indicava a existência de uma cidade, no interior do Brasil, cheia de ouro.

Em 1925, junto com seu filho mais velho, Jack Fawcett, organizou uma grande expedição em busca da cidade perdida, que ele havia passado a chamar de "Z" e que acreditava existir em algum lugar no estado do Mato Grosso, mais precisamente na Serra do Roncador. Antes de partir, ele deixou uma nota dizendo que, se desaparecesse, não era para ser feita nenhuma tentativa de resgatá-lo. Seu último contato com a civilização foi em maio, quando telegrafou para sua esposa. Juntamente com o filho e um amigo chamado Raleigh Rimmell, entraram na região do Alto Xingu e nunca mais retornaram.

Provavelmente foram mortos pelos índios, mas as explicações são diversas. Uns dizem que a causa foi porque se recusaram a dormir em uma oca que estava imunda, outros dizem que Fawcett teria se irritado com as crianças indígenas que mexeram em seus objetos. Enfim, ninguém tem qualquer prova real do que efetivamente ocorreu. Até hoje a área é praticamente inexplorada, e mais de cem aventureiros morreram tentando achar os desaparecidos. Três expedições de resgate sumiram na mesma região e, em 1996, os índios da tribo Kalapalo capturaram um grupo que procurava solucionar o mistério, que somente foi libertado após prometerem que desistiriam.

Que mistérios realmente guarda essa área inexplorada do Brasil? Existe realmente alguma cidade de ouro perdida? Não sei, só sei que o livro do americano deve chegar ao Brasil ainda este ano, traduzido e editado pela Cia. das Letras, e ao cinema assim que Brad Pitt, que comprou os direitos de filmagem, conseguir um diretor, pois o tupiniquim Fernando Meirelles não topou a proposta. Vai ver ele não quis se arriscar.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Memórias da Literatura - 90 anos de Tatiana Belinky

14 de abril, às 19h, no SESC Vila Mariana, o Museu da Pessoa realiza o lançamento do web site Memórias da Literatura Infantil e Juvenil, evento que reúne precursores da classe literária brasileira e oferece uma oportunidade única de interação entre o público e a obra de autores e ilustradores clássicos como Ana Maria Machado, Pedro Bandeira, Ricardo Azevedo, Ruth Rocha, Ziraldo, dentre outros. É esperada a presença de autores como Anna Flora, Cláudio Fragata, Edy Lima, Fanny Abramovich e Mirna Pinsky, críticos literários como Edmir Perrotti e Nelly Novaes Coelho e ilustradores como Alcy Linares, além de editores de obras literárias, educadores e amantes da literatura, que poderão acompanhar uma cerimônia especial em homenagem aos 90 anos de Tatiana Belinky e prestigiar o lançamento deste novo canal virtual literário.

O site www.memoriasdaliteratura.com.br. revela a partir do dia 14/04, pela primeira vez, detalhes da trajetória e da obra de 45 mestres da área literária e conta com mais de 40 entrevistas exclusivas disponibilizadas em texto, áudio e vídeo, além de biografias e uma ampla pesquisa de referências bibliográficas.

A história da literatura infantil e juvenil é apresentada a partir de um mosaico de relatos pessoais daqueles que ajudaram a construir esta arte no país. Para os realizadores, o projeto traz uma relevante contribuição para o registro, a preservação e a democratização da história de vida de uma primeira geração de autores clássicos, cuja obra firmou os alicerces da literatura infantil e juvenil nas décadas de 60 e 70.

Para Ricardo Azevedo, um dos entrevistados, "O Brasil é um país extraordinariamente desigual, e a literatura infantil pode ocupar um papel muito interessante, como um espaço mediador entre uma certa cultura erudita e a maioria das pessoas".

O site disponibiliza ao público 2 horas e meia de vídeos editados, dez arquivos de áudio com autores narrando trechos de obras famosas e 1.500 páginas de narrativas, além de um acervo de fotografias raras e ilustrações que marcaram época. Para Ziraldo, um dos entrevistados, "esse tipo de trabalho, para um entendimento futuro do nosso tempo e do nosso país, é muito importante".

Filhos de Lobato

Por meio do site, o público terá acesso a fóruns de discussão e conhecerá uma exclusiva Linha do Tempo, cujos marcos históricos foram construídos pelos próprios entrevistados. Em meio a narrativas pessoais, fragmentos de memórias de infância e lembranças emocionantes e engraçadas, é possível desvendar conteúdos de algumas personalidades raras que fizeram história, como Walter Ono, Gian Calvi e Fernando Lemos.

O site é parte integrante do Projeto Memórias da Literatura Infantil e Juvenil, uma iniciativa do Museu da Pessoa, com patrocínio da Comgás e Indiana Seguros, por meio da Lei de Incentivo à Cultura - Ministério da Cultura e Governo Federal, e com apoio do SESC-SP. O Projeto contempla oficinas de formação para capacitar educadores na utilização destes conteúdos em atividades pedagógicas. As primeiras oficinas foram oferecidas a um grupo de 30 profissionais, em outubro de 2008, em São Paulo, e serão ampliadas para novas cidades ao longo de 2009. A troca de experiências promovida nestes encontros gerou a publicação “Edição do Educador”, com lançamento previsto para o 1º. semestre de 2009.

Durante o lançamento, haverá diversos pontos de internet espalhados no local para demonstração do conteúdo do site.

AGENDA:

Lançamento do web site Memórias da Literatura Infantil e Juvenil (www.memoriasdaliteratura.com.br). 14/04, das 19h às 21h, no SESC Vila Mariana, em São Paulo. Evento aberto para educadores, pesquisadores e amantes da literatura clássica. Confirmação de presença: F. (11) 2144-7150 ou literatura@museudapessoa.net

Sobre o realizador:
O MUSEU DA PESSOA é uma rede internacional de histórias de vida, fundado em São Paulo em 1991, e formado por núcleos no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Portugal. Com o propósito de criar um novo espaço onde cada pessoa possa ter a oportunidade de preservar a sua história de vida e de se tornar uma das múltiplas vozes da nossa memória social, a organização é um museu virtual, voltado para contribuir com a mudança social por meio da preservação de histórias de vida organizadas em uma base de dados digital. www.museudapessoa.net

Mais Informações:
Clarissa Rodrigues
Assessoria de Comunicação - Museu da Pessoa
R. Natingui, 1100 | Vila Madalena | São Paulo | SP | CEP 05443-002
comunicacao@museudapessoa.com.br
Tels.: + 55 11 2144-7150 R. 30
Cel: + 55 11 9152-2344

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Relançamento: A CONSTRUÇÃO DO LIVRO NO BRASIL

Todas as fases da produção de obras literárias, desde a preparação de originais até a impressão final são retratadas em A construção do livro, lançamento da Editora Unesp. Em sua segunda edição, revisada e ampliada, já incorporando o novo acordo ortográfico, este clássico da produção editorial coloca-se como obra de referência a ser utilizada não apenas por profissionais envolvidos em edição de livros, mas também por todos que desejam entender os processos de preparação de textual e gráfica.

Emanuel Araújo divide seu livro em duas grandes áreas: preparação de originais e processo industrial, embasando cada uma delas com relatos históricos (datados de III a.C. até os dias atuais), imagens e exemplos de quase tudo o que é estudado. O autor ressalta, então, que vivemos na época dos "livros dos editores", em que toda a produção passa por suas mãos e por seu papel de supervisionar a publicação até a fase final.

A partir de então, passa-se aos estudos aprofundados de normalização de textos e de originais, com dicas de estruturação de frases, uso de maiúsculas e minúsculas, utilização de numerais, os principais desafios das traduções, entre diversos outros tópicos. Para o autor, é a normalização literária, respeitando-se o original e dando coerência a ele.

Já na segunda parte da obra são fornecidas informações acerca da preparação industrial, relatando primordialmente o projeto gráfico, a revisão das provas e suas etapas, o projeto visual, a iconografia e a impressão. Assim é estudada a montagem geral do livro, a diagramação, o histórico das impressões, a relação entre objeto e texto e os diversos sistemas de medida, como Didot e Paica, buscando fornecer aos editores elementos para que o produto final seja satisfatório.

Utilizando-se de exemplos teóricos e práticos, A construção do livro coloca ainda em seus apêndices tabelas de conversão de medidas e os sinais de revisão, sendo considerado por Antonio Houaiss "o passo à frente substantivo na bibliologia brasileira e lusófona, impondo-se como a obra de consulta e referência indispensável em tudo que se refira aos temas do amplo espectro teórico e prático suscitado pelo livro".

Sobre o autor - Emanuel Araújo (1942-2000) foi professor titular da Universidade de Brasília, onde desenvolveu estudos sobre História Antiga e recebeu o título de Professor Emérito (post mortem). Atuou também como editor da Fundação Getúlio Vargas, no Arquivo Nacional e na Bloch Editores, entre outras instituições. Foi também Presidente do Conselho Editorial da Editora Universidade de Brasília.

Título: A construção do livro
Autor: Emanuel Araújo
Número de páginas: 640
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 96
ISBN: 978-85-7139-839-9

Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser adquiridos pelo site www.editoraunesp.com.br ou telefone (11) 3242-7171.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Martins lança último grande romance de Dumas, O Cavaleiro de Sainte-Hermine

Claude Schopp, pesquisador mundialmente respeitado e um dos maiores especialistas da vida e obra de Alexandre Dumas, descobriu um texto antes totalmente ignorado que se revelou, após leitura e pesquisa, como o último dos grandes romances de Dumas. A Martins traz para o público brasileiro a obra de um dos maiores romancistas franceses


O texto, infelizmente inacabado, é um gigantesco quebra-cabeças romanesco que iria abarcar toda a história da França desde o Renascimento até a época do autor: da rainha Margot ao conde de Monte Cristo.


O romance-testamento, como define o próprio Claude Schopp, foi escrito entre 1869 e 1870 e dado por perdido. Schopp o resgatou de um jornal da época onde fora publicado numa série de folhetins e o finalizou– o autor morrera antes de concluí-lo.


Repleto de batalhas navais e terrestres, O Cavaleiro de Sainte-Hermine é um romance de suspense em que o herói pretende perpetrar uma vingança, experimentando uma série de façanhas: as perseguições de Fouché, os combates de Napoleão – dentre eles a batalha de Trafalgar, onde se encontra com Nelson –, as desventuras em Roma e Nápoles, os encontros com Josefina, Talleyrand, Chateaubriand, o terrorista Cadaudal, a diplomacia, as intrigas, as conspirações e, é claro, o afeto de sua bem-amada.


Alexandre Dumas (França, 1802-1870). Um dos mais populares escritores franceses do século XIX. Autor de mais de 60 peças, 160 romances e vários livros de memórias. Pai de Alexandre Dumas, filho, também escritor, conhecido especialmente por A dama das camélias. Neto de africanos – seu avô, o marquês de La Pailleterie, casara-se com uma escrava de Santo Domingo – e filho de um general republicano que conhecera a desgraça com Napoleão, passou tempos difíceis na infância após a morte do pai, em 1806. Depois de formado, tentou trabalhar em Paris como advogado, mas caiu nas boas graças do futuro rei Luís Filipe e pôde se dedicar à literatura. Seu interesse principal eram os enredos vívidos sobre um plano de fundo histórico, geralmente dos séculos XVI ou XVII.


O cavaleiro de Sainte-Hermine

Autor: Alexandre Dumas

Tradução: Dorothée de Bruchard

ISBN 978-85-99102-64-0 / 1.048 pp. / 16 x 23 cm / R$ 98,00