Voltando
Fugi(mos) das festas, estamos voltando esta semana para a labuta...
Viajar é bom, mas a casa da gente... não tem igual!
Uma revelação na viagem rápida para o estrangeiro: cliente chato de sebo tem em tudo quanto é quanto!!! Estava eu em uma cidade pequena próxima de Córdoba, chamada Carlos Paz, onde desencavei em um sebo, a muito custo, um livro de 1908 a respeito do Brasil. O dono simplesmente não conseguia me atender: entrou um sujeito e ficou tagarelando com ele, contando vantagem do que tinha na biblioteca. Sem brincadeira, o cliente atormentou o dono do sebo por mais de 20 minutos e não levou absolutamente nada. Quando o senhor, com ar de preocupação, conseguiu dar atenção a mim, que realmente estava querendo comprar um livro, expliquei que ele não precisava se preocupar pois eu compreendia a demora, afinal era livreiro no Brasil. Ele me lançou um olhar de desolação e a partir daquele momento nos tornamos irmãos de alma!
Incrível como o livro fora do Brasil é barato. O livro novo, pois o usado, na base da raridade, é tão caro quanto, com um agravante: os argentinos cobram as raridades em Euro... sorte que, para nós, livros sobre assuntos brasileiros encontrados por lá, com exceção de obras sobre a Guerra do Paraguai e alguns outros tópicos que nos interligam, têm preço baixo.
Como é diferente quando entramos em uma cidade onde a população abre o comércio por volta das 8h30, fecha por volta das 14h, abre novamente após as 17h-17h30 e fecha depois das 22h... lá ninguém tem pressa de nada... aliás, isso para um paulista é algo inimaginável. Eu e minha mulher perdemos um papel, achamos que estava o dito na bolsa dela, entramos em um café, sentamos em uma mesa, ela virou a bolsa, procuramos o papel, ela organizou a bolsa, e saímos, isso durou uns 20 minutos... Nenhum garçom veio nos atender... Saímos sem pedir nada, ninguém perguntou nada... Não sei se o errado são eles ou o tipo de vida que levamos por aqui. Logo no dia 2 de janeiro, peguei um cliente que queria um livro do site. Se desse ele atravessaria o aparelho telefônico para pegá-lo, de tanta pressa que tinha!
Bom, gostaria de agradecer os e-mails e os recados que tenho recebido, obrigado por prestigiarem o blog do Bazar das Palavras, um Feliz Ano Novo para todos, repleto de paz e saúde, que o resto fazemos acontecer.
Fugi(mos) das festas, estamos voltando esta semana para a labuta...
Viajar é bom, mas a casa da gente... não tem igual!
Uma revelação na viagem rápida para o estrangeiro: cliente chato de sebo tem em tudo quanto é quanto!!! Estava eu em uma cidade pequena próxima de Córdoba, chamada Carlos Paz, onde desencavei em um sebo, a muito custo, um livro de 1908 a respeito do Brasil. O dono simplesmente não conseguia me atender: entrou um sujeito e ficou tagarelando com ele, contando vantagem do que tinha na biblioteca. Sem brincadeira, o cliente atormentou o dono do sebo por mais de 20 minutos e não levou absolutamente nada. Quando o senhor, com ar de preocupação, conseguiu dar atenção a mim, que realmente estava querendo comprar um livro, expliquei que ele não precisava se preocupar pois eu compreendia a demora, afinal era livreiro no Brasil. Ele me lançou um olhar de desolação e a partir daquele momento nos tornamos irmãos de alma!
Incrível como o livro fora do Brasil é barato. O livro novo, pois o usado, na base da raridade, é tão caro quanto, com um agravante: os argentinos cobram as raridades em Euro... sorte que, para nós, livros sobre assuntos brasileiros encontrados por lá, com exceção de obras sobre a Guerra do Paraguai e alguns outros tópicos que nos interligam, têm preço baixo.
Como é diferente quando entramos em uma cidade onde a população abre o comércio por volta das 8h30, fecha por volta das 14h, abre novamente após as 17h-17h30 e fecha depois das 22h... lá ninguém tem pressa de nada... aliás, isso para um paulista é algo inimaginável. Eu e minha mulher perdemos um papel, achamos que estava o dito na bolsa dela, entramos em um café, sentamos em uma mesa, ela virou a bolsa, procuramos o papel, ela organizou a bolsa, e saímos, isso durou uns 20 minutos... Nenhum garçom veio nos atender... Saímos sem pedir nada, ninguém perguntou nada... Não sei se o errado são eles ou o tipo de vida que levamos por aqui. Logo no dia 2 de janeiro, peguei um cliente que queria um livro do site. Se desse ele atravessaria o aparelho telefônico para pegá-lo, de tanta pressa que tinha!
Bom, gostaria de agradecer os e-mails e os recados que tenho recebido, obrigado por prestigiarem o blog do Bazar das Palavras, um Feliz Ano Novo para todos, repleto de paz e saúde, que o resto fazemos acontecer.
Um Feliz 2008 para todos!
2 comentários:
Paulo dos livros, apesar dos pequenos tormentos no passeio, a narrativa foi ótima!
Abraços,
Bom retorno,
Casti
Olá Paulo!!
Achei muito bacana seu blog e seu site tb, Parabéns!
Sou bibliotecária e apaixonada por livros e leitura, tenho um blog tb, se quiser visitar, será bem vindo!!!!
www.euecheshire.blogspot.com/
Abraços e feliz 2008!!!
Postar um comentário